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Dentro de uma cúpula, do interior de pequenos potes de barro, ouvem-se as vozes de três mulheres. UMCOLETIVO apresenta na Casa Fernando Pessoa uma re-interpretação sensorial do espetáculo A mais terna ilusão, a partir do texto de Fernando Pessoa O Marinheiro.

A mais terna ilusão foi o espetáculo que inaugurou UM COLETIVO, em 2013, a propósito do centenário do texto de Fernando Pessoa, O Marinheiro.

Agora, 10 anos depois, UM COLETIVO procurou possíveis leituras sensoriais do texto de Pessoa. A mais terna ilusão é revisitada, repensada e transformada numa instalação. A cúpula que ocupa a sala de exposições temporárias da Casa Fernando Pessoa é constituída por pequenos vasos de barro utilizados para capturar polvos, também chamados alcatruzes. A chave desta instalação será a posição em que cada um se colocar na cúpula. O espectador é convidado a ler e ouvir fragmentos de O Marinheiro, elementos que se repetem numa cadência impossível de determinar e que remetem para uma ideia de ciclo interminável de esperas.

O Marinheiro, é o drama estático que Fernando Pessoa escreveu em 1913, o único texto para teatro que deixou acabado. Um texto em que os personagens estão imóveis e quando levado à cena a expressão é colocada na entoação das palavras. 

110 anos depois da publicação do texto de Fernando Pessoa, A mais terna ilusão (revisited) marca para UM COLETIVO uma estética e uma procura de ligação com o texto e com o lugar do espectador.

Projeto: UMCOLETIVO - Bruno Caracol, Cátia Terrinca, João P. Nunes, Raquel Pedro e Ricardo Boléo Com a colaboração de: Liliana Ferreira / Atelier da Serafina
Design de comunicação: atelier-do-ver
Apoio à produção: Casa Fernando Pessoa