Conversa · Acolhimento

Todo o tempo é de poesia Homenagem a António Gedeão

25 jun 2025 · 18:30 – 19:30

Quarta às 18h30

Duração: 60 minutos

Entrada livre, sujeita à lotação

 

Organização de CampOvivo – Movimento de cidadãos de Campo Ourique
 

Sessão de homenagem a António Gedeão, pseudónimo de Rómulo de Carvalho (1906-1997), professor, investigador, pedagogo, historiador da Ciência e poeta. Com declamação de poesia por João d’Ávila, apresentação do poeta por Frederico de Carvalho (filho), e interpretação pelo coro Ensemble Multi-coral de poemas musicados pelo maestro e compositor Luís Baptista.

 

Notas biográficas:

Frederico Gama Carvalho licenciou-se na Universidade do Porto, em 1959, em Engenharia Electrotécnica. Recebeu em 1967 o grau de Doktor-Ing. pela Universidade de Karlsruhe, na então República Federal Alemã, e, em 1970, a equiparação ao grau de Doutor em Física, pela Universidade de Lisboa. Entre 1979 e 1995, exerceu as funções de Director do Departamento de Física daquela instituição de investigação que, entretanto, dera origem ao então denominado Instituto Tecnológico e Nuclear (ITN). Publicou algumas dezenas de artigos sobre Política de Ciência e Ciência e Paz. Em 2018 foi distinguido com a medalha de mérito científico do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. Frederico Carvalho é Presidente da Direcção da OTC-Organização dos Trabalhadores Científicos, filiada desde 1979 na Federação Mundial dos Trabalhadores Científicos (FMTC) com sede em Paris. É Vice-Presidente do Conselho Executivo da FMTC e membro do seu Secretariado Internacional. É membro da Presidência do Conselho Português para a Paz e Cooperação, filiada no Conselho Mundial da Paz.

João d'Ávila, nascido em Lisboa, em 1934, frequentou o Conservatório Nacional de Teatro e Encenação e segue, posteriormente, para a London School of Dramatic Art e para a Royal Dance School, com bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian. Regressa a Portugal, onde cria o "Grupo Fernando Pessoa”, um espetáculo encenado e protagonizado por si dedicado ao escritor e aos seus heterónimos. O espetáculo foi um sucesso, percorreu o país e teve inclusivamente uma digressão internacional. João D'Ávila fez teatro e cinema, dentro e fora de Portugal, e também televisão. Participou em novelas, como “A Banqueira do Povo”, entre outras, e em séries como “Os Távoras”, “Alves dos Reis” ou “A Viúva do enforcado”. Diz que a sua carreira "teve muitas voltas e reviravoltas, em Portugal, mas também em Londres, Paris, Roma, Nova Iorque, Rio de Janeiro, Moscovo, Cairo ou Jerusálem. Mas é melhor ficar-me por aqui, se não escrevo um livro."

Luis Baptista, fez toda a sua formação escolar na Academia de Música de Santa Cecília, onde concluiu o 7º ano oficial de violino, vindo a completar o Curso de Música do Conservatório Nacional. Ainda enquanto estudante obteve o 1º prémio no Concurso Nacional de Educação Musical Olga Violante e integrou a Orquestra Sinfónica Juvenil como violinista. Ao longo dos anos, realizou diversas master classes em Canto e Expressão Vocal e formações em Direção Coral. Como compositor, foi responsável por arranjos, adaptações e composições originais para vários espetáculos, entre os quais Vénus e Adónis, e o Feiticeiro do OZZ, de André Godinho, ambos apresentados no Centro Cultural de Belém; ou Once in a life time de João Onofre, instalação de vídeo em exposição na Culturgest. É diretor musical e responsável por adaptações musicais do Coro Menor. No campo do ensino, tem sido professor de iniciação ao violino, na Academia do Johnson; de Expressão Musical na Escola Básica de Santo Condestável, e de Iniciação Musical na Universidade Sénior de Campo de Ourique.

Ensemble coral ‘Amigos de Sophia + Canto de Ourique’

O grupo Amigos de Sophia nasceu no contexto de um projeto musical com raízes no Agrupamento Escolar Manuel da Maia. Na sequência do centenário de Sophia de Mello Breyner, vários professores envolveram os seus alunos em atividades de escrita criativa a partir da poesia daquela escritora. Deste trabalho resultaram novos poemas, que o maestro Luis Baptista foi desafiado a musicar, transformando-os em canções. Para os interpretar, nasceu um grupo coral multigeracional que, para além deste desafio inicial, tem vindo a trabalhar na exploração de ligações entre a poesia e a música, alargando repertórios e criando sinergias com outros grupos.